13.ª Viagem: O Novelo de Histórias

Olá amigos leitores :)

Esta foi a nossa última semana a brincar com os autores portugueses e como queremos conhecer cada vez mais livros, cada um de nós escolheu um livro dos que a professora Inês trouxe e sentámo-nos nos tapetes coloridos a ler. Depois, e como somos muito curiosos, sentámo-nos numa roda, apresentámos e contámos as nossas histórias uns aos outros.

No final, percebemos que as histórias são como os novelos de lã. Se cortarmos um bocado do fio de lã, o nosso novelo fica diferente. Acontece o mesmo com as nossas histórias: se nos esquecermos de alguma parte a nossa história muda. Por isso o fio do novelo é como o fio de uma história.

De seguida, fizemos um jogo muito engraçado relacionado com o que aprendemos. A professora Inês segurou no fio de lã e começou a contar uma história e depois enviou o novelo para uma criança que, segurando o fio, acrescentou uma frase para copmpletar a história e depois enviou o novelo para outra criança, e assim por aí fora, até todos terem dado o seu contributo. A nossa história ficou altamente:

Papagaios palradores

No tempo em que os animais falavam, vivia na floresta um papagaio muito colorido mas, ao mesmo tempo, muito triste porque era o único animal que não conseguia articular uma única palavra.

Certo dia, o papagaio foi passear na floresta e encontrou um feiticeiro leão que tinha uma barba muito muito grande, que fazia com que ele se parecesse com um sábio.

Como o papagaio não conseguia falar, comunicou com o leão por gestos, ele compreendeu-o bem e decidiu ajudá-lo. Preparou uma poção, cuja receita era:

  • 2 caudas de rato,
  • 1 olho de polvo,
  • 1 pé de cabra,
  • 8 unhas de girafa,
  • 500 pêlos de cavalo,
  • musgo verde

No entanto, uma coisa não resultou. uma das unhas de girafa vinha partida e, em vez do papagaio falar, ganhou um segundo bico.

Quando ganhou o segundo bico o papagaio sentiu-se ainda mais triste e decidiu procurar outro papagaio para lhe perguntar o que devia fazer.

O outro papagaio disse:

- É melhor ficares com esse bico, porque se não o leão mágico não te concede mais nenhum desejo.

Então, o papagaio voltou para perto do leão, que ficou muito espantado ao vê-lo assim.

- Como é que a minha poção não resultou?

O papagaio encolheu os ombros.

De repente, o leão teve uma ideia:

- Sei uma palavra mágica que é capaz de resultar!

Com alguns gestos mágicos, o leão disse:

- Ruarrr. Pungapacunga!

De repente, o papagaio abriu o bico e começou a palrar:

- Ui, ui! Obrigado, obrigado por me tres dado voz.

O que o leão não sabia era que tinha dito as palavras erradas. Quando se apercebeu, elee todos os outros animais tinham perdido a voz e agora já não podia voltar a falar para desfazer as palavras mágicas que tinha dito.

Apenas os papagaios conseguiam falar e dizer algumas palavras.

E é por isto que, hoje em dia, são os papagaios os únicos animais capazes de falar.

No final, ainda tivemos tempo para conhecer um novo livro: “Diário inventado de um menino já crescido”, de José Fanha. Neste livro, um menino escreveu as suas memórias e lembranças sobre a escola, a família, os amigos, os seus medos e alegrias.

Antes de irmos embora, a professora Inês deu-nos um caderno e uma capa. Este caderno vai ser o nosso novo diário, onde podemos escrever aquilo que nos acontece no nosso dia-a-dia. O primeiro texto vamos escrevê-lo com a nossa mãe, porque vai ser sobre o dia em que nós nascemos, mas, a partir dá, todos os textos que escrevermos ficam no segredo do nosso diário, só para nós lermos e daqui a uns anos relembrarmo-nos das nossas aventuras.

Até à próxima viagem…

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